Cinco novas mortes por dengue são confirmadas no Sul do Rio

Medicina Notícias

Quatro novas mortes por dengue foram confirmadas na manhã desta quarta-feira (20) no Sul do Rio de Janeiro. Dois óbitos foram registrados em Itatiaia e outros dois em Piraí.

Já a outra vítima é um jovem, de 25 anos. O óbito foi registrado no dia 11 de fevereiro em uma unidade de saúde de Rio das Ostras.

De acordo com a prefeitura, em Piraí, o primeiro óbito foi de um homem, de 58 anos, no dia 22 de fevereiro. Ele era morador do bairro Casa Amarela.

A segunda e terceira morte ocorreu no dia 26 do mesmo mês. As vítimas são duas mulheres, de 26 e 68 anos, moradoras do Centro e do bairro Serra do Matoso, respectivamente.

O estado do Rio de Janeiro já soma um total de 48 mortes por dengue em 2024. Destes, três (todos de Barra do Piraí) ainda não foram contabilizados nos números oficiais da Secretaria Estadual de Saúde, mas foram confirmadas pela prefeitura.

No Sul do Rio e Costa Verde, o número de mortes pela doença já chega a 22. Confira:

*A segunda, terceira e quarta morte por dengue em Barra do Piraí já foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde, mas ainda não entrou na contagem do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

As principais ações que podem ser feitas em casa semanalmente e duram menos de 10 minutos:

Veja também:

Os números da dengue no sul do estado do RJ

O Brasil vive uma explosão de casos de dengue neste começo de 2024. Até 30 de janeiro, o Ministério da Saúde registrou 217.481 casos. No mesmo período de 2023, o país somava 65.366 — um aumento de 233%.

De acordo com o Ministério da Saúde, esse aumento se deve a fatores como a combinação entre calor excessivo e chuvas intensas (possíveis efeitos do El Niño) e ao ressurgimento recente dos sorotipos 3 e 4 do vírus da dengue no Brasil.

A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses. O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — todos podem causar as diferentes formas da doença.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque ela pode ser infectada com aos quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposta a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, ela passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.

Nem sempre a infecção apresenta sintomas. O indivíduo pode ter uma dengue assintomática ou ter um quadro leve.

Mas é preciso ficar atento se a pessoa tiver febre alta (39ºC a 40ºC), de início repentino, acompanhada por pelo menos outros dois sintomas:

⚠️Atenção: o ministério alerta que é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados ao apresentar possíveis sintomas de dengue.

A forma grave é a que preocupa. Após o período febril, o indivíduo deve ficar atento aos sinais de alarme:

O diagnóstico da dengue é basicamente clínico — não existe a necessidade de realização de exames específicos. Também não existe um medicamento específico para doença. A dengue, na maioria dos casos leves, tem cura espontânea depois de 10 dias.

Para os casos leves com quadro sintomático recomenda-se:

Fonte: Externa

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